ESCLEROSE MÚLTIPLA: causas, sintomas e tratamentos
Doença apresenta extensa lista de sintomas, como cansaço intenso e incapacitante, alterações na fala e deglutição, visão dupla, déficit de equilíbrio e coordenação, rigidez nos movimentos, transtornos cognitivos e disfunções sexuais. As atrizes Cláudia Rodrigues e Ana Beatriz Nogueira são portadoras da esclerose múltipla.
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A Esclerose Múltipla (EM) é uma das doenças mais comuns do sistema nervoso central (cérebro e medula espinhal). A EM é crônica, neurodegenerativa, de causa desconhecida e sem cura. Ela atinge, em sua maioria, pessoas de 20 a 40 anos, com múltiplas áreas de inflamação e formação de esclerose no sistema nervoso central. Sua evolução caracteriza atrofia cerebral e medular, gerando sequelas. Hoje, mais de 2.300.000 pessoas em todo o mundo vivem com EM e o tratamento fisioterápico é fundamental para reabilitação desses pacientes.
A esclerose múltipla faz parte do grupo de doenças conhecidas como desmielinizantes, que afetam a condução de sinais nervosos causando déficits. A EM não apresenta início característico, podendo ser confundida com outras doenças do sistema nervoso, o que dificulta o diagnóstico. Quanto mais precoce a descoberta da doença e o início do tratamento, menores as chances de que novos sintomas se desenvolvam.
SINTOMAS
Os sintomas mais comuns são perda visual aguda, inflamação do nervo óptico, vertigem e fraqueza dos membros. O conjunto de sinais que levam a suspeita do diagnóstico pode ser descrito por oscilação no movimento dos olhos, fala pastosa e tremor. Porém, para definir o diagnóstico, é importante que o médico avalie a história clínica, exame físico e testes laboratoriais como de sangue, urina, líquor (punção lombar), ressonância magnética de crânio e medula espinhal, para verificar possíveis áreas de esclerose.
Em estágios avançados, o paciente pode apresentar cansaço intenso e incapacitante, alterações na fala e deglutição, visão dupla, déficit de equilíbrio e coordenação, rigidez nos movimentos, transtornos cognitivos e disfunções sexuais.
A lista completa dos sintomas atribuídos à EM é extensa, devendo ser do conhecimento de todos, especialmente daqueles que foram recém diagnosticados, para que possam ser notificados ao seu neurologista caso ocorram. Apesar de não haver cura, existem tratamentos para ajudar a gerenciar quase todos os sintomas, com medicamentos e equipe multidisciplinar, o que pode retardar sua progressão.
Um erro comum de alguns pacientes é aceitar os sintomas, especialmente os novos, como se não houvessem tratamentos. Deixar de falar com seu médico sobre um novo sintoma é um enorme erro. Busque sempre ajuda e esclarecimento.
CAUSAS
Como antecipado, as causas exatas da esclerose múltipla não são conhecidas, mas há dados interessantes que sugerem que a genética, o ambiente em que a pessoa vive e até mesmo um vírus podem desempenhar um papel no desenvolvimento da doença. Embora a causa ainda seja desconhecida, a esclerose múltipla tem sido foco de muitos estudos no mundo todo, o que tem possibilitado uma constante e significativa evolução na qualidade de vida dos pacientes.
DADOS SOBRE A ESCLEROSE MÚLTIPLA
- A esclerose múltipla é uma doença progressiva do sistema nervoso central;
- Mais de 2.300.000 pessoas vivem com a doença em todo o mundo;
- Idade: a esclerose múltipla pode ocorrer em qualquer idade, mas mais comumente afeta as pessoas entre 20 a 40 anos. Nessa faixa etária são feitos 70% dos diagnósticos;
- Gênero: mulheres são mais propensas que os homens a desenvolver a esclerose múltipla. A proporção real é de três mulheres para cada homem;
- Histórico familiar: EM não é diretamente hereditária, embora a susceptibilidade genética desempenhe um papel no seu desenvolvimento. Ou seja, se um de seus pais ou irmãos tem esclerose múltipla, você tem uma chance de 1 a 3% de desenvolver a doença - em comparação com o risco na população em geral;
- Etnia: os caucasianos, em especial aqueles cujas famílias se originam do norte da Europa, estão em maior risco de desenvolver esclerose múltipla. As pessoas de ascendência asiática, africana ou americana tem menor risco;
- Regiões geográficas: A incidência de EM aumenta em países mais afastados do equador, como Europa, sul do Canadá, norte dos Estados Unidos, Nova Zelândia e sudeste da Austrália. Não se sabe ainda o porquê;
- Outras doenças autoimunes: você pode ser um pouco mais propenso a desenvolver esclerose múltipla se tiver outra doença que afeta o sistema imune como distúrbios da tireoide, diabetes tipo 1 ou doença inflamatória intestinal;
- Não é uma doença contagiosa;
- Há uma vasta gama de sintomas, e a fadiga é um dos mais comuns;
- Ainda não existem medicamentos que possam curar a EM, mas existem tratamentos já disponíveis que podem modificar o curso da doença;
- Muitos dos sintomas da esclerose múltipla podem ser controlados e gerenciados com sucesso.
ELAS SÃO PORTADORAS
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Cláudia Rodrigues. Foto: Reprodução |
A atriz brasileira Cláudia Rodrigues, conhecida pelo seu papel de Marinete em A Diarista, sofre de esclerose múltipla. Essa foi a razão pela qual manteve-se afastada da TV nos últimos anos.
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| Ana Beatriz Nogueira. Foto: Ana Branco |
Recentemente, Ana Beatriz Nogueira revelou que também tem EM. A atriz contou que o primeiro surto aconteceu em janeiro de 2009. Ela estava em casa, vendo um filme na madrugada, quando sentiu a visão duplicar. Hoje, Ana Beatriz faz o tratamento e mantém a esclerose múltipla, em sua forma surto-remissão, controlada.
Além delas, o ator David Lander e Jack Osbourne, filho do cantor Ozzy Osbourne, apresentaram também esclerose múltipla.



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