Como cérebros doados no Brasil estão ajudando a descobrir origem do Mal de Alzheimer
Biobanco da USP têm cerca de 4 mil cérebros humanos, de pessoas cujas famílias optaram por doar o órgão de seus familiares para ajudar a ciência. Pixabay Em duas salas no prédio da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), no bairro do Pacaembu, na zona oeste da cidade, repousam, em formol ou congelados, cerca de 4 mil cérebros humanos, de pessoas que morreram de causas naturais com idade ao redor de 50 anos ou mais. Não é uma mera curiosidade da capital paulista. Eles foram doados pelas famílias dos mortos e têm ajudado neurologistas e neurocientistas a entender as doenças do cérebro causadas pelo envelhecimento. Várias descobertas já foram feitas graças a esse banco de encéfalos - entre elas, a de que o Mal de Alzheimer começa no tronco cerebral, que conecta a medula espinhal com as estruturas localizadas acima, e não no córtex, como se pensava até então. O "banco de cérebros", como é conhecido o Projeto Envelhecimento Cerebral e Biobanco para Estudos n...