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O Brasil não chora mais lágrimas e nem sangue. Hoje ele chora “lama”.

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Debaixo da lama da barragem de dejetos de  Brumadinho  jazem vidas ignoradas, jazem casas invisíveis, jazem sonhos de uma vida menos sofrida. As mineradoras fazem vistas grossas às tecnologias disponíveis para fiscalizar a integridade dos muros, porque dejetos não geram lucros, porque – na opinião torta delas -, pessoas são menos importantes que dinheiro. Vaca presa na lama no distrito de Córrego do Feijão. Foto: Márcia Foletto / Agência O Globo Há três anos da tragédia de Mariana, famílias continuam devastadas, pessoas seguem mortas e suas vidas não valem nada. Foram esquecidas. Técnicos de outras partes do mundo vieram analisar os impactos da tragédia ambiental. O solo do Brasil é palco do descaso dos órgãos públicos que deveriam nos proteger do perigo. Mas, protegem os lucros astronômicos de empresas sólidas, riquíssimas e assassinas. A lama segue seu curso… E eu fico aqui pensando nos perigos ao meu entorno, no quanto nos omitimos, nos calamos e também esquecemos t...

Quanto vale a vida? Quanto, Vale?

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Outra barragem se rompeu. Pouco mais de três anos após a tragédia de Mariana, que deixou 19 mortos, outro município de Minas Gerais, Brumadinho, é agora manchete dos principais jornais do país por razões muito semelhantes. Foto reprodução De acordo com nota divulgada pela Vale do Rio Doce, empresa responsável pela barragem, as primeiras informações indicam que os rejeitos atingiram a área administrativa da companhia e parte da comunidade da Vila Ferteco. Não há ainda notícias em relação à quantidade de feridos, desaparecidos ou em relação a mortes, mas vídeos que circulam na internet já mostram o heroico corpo de Bombeiros realizando resgastes. Também não é possível calcular, ainda, a extensão dos danos ambientais provocados por mais essa “fatalidade”. Diante de situações como essa nos vemos quase que imediatamente inclinados a tentar identificar as causas do problema e as possíveis soluções; somos inundados, então, pelos noticiários, com informações técnicas sobre as condições da o...

Minas enfrenta surto da síndrome mão-pé-boca; veja como se prevenir

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Doença provoca lesões e bolhas nos pés, mãos e bocas dos infectados / SES-MG/Divulgação Minas Gerais enfrenta o surto de uma doença até então pouco conhecida pela maior parte da população: a síndrome do mão-pé-boca. A doença provocada pelo vírus Coxsackie é altamente contagiosa e afeta principalmente crianças menores de 5 anos. Por enquanto, não existe vacina para combater a enfermidade, mas é possível evitar a transmissão com alguns cuidados simples. A síndrome mão-pé-boca é facilmente confundida com outras doenças, o que pode dificultar o diagnóstico. Ela provoca feridas e bolhas nessas partes do corpo, sendo que na região da boca ela também afeta a garganta e o pescoço. Apesar de parecer assustadora, a doença tem evolução autolimitada, o que significa que tem um período certo de duração, que varia de 4 a 6 dias. Neste ano, a Secretaria de Estadudo da Saúde (SES) já detectou surtos da síndrome em São Gonçalo do Rio Abaixo, Catas Altas e Santa Bárbara. Nos três municípi...