Entenda a doença de Giovanna Ewbank e descubra como evitá-la

Giovanna Ewbank/ Instagram

Giovanna Ewbank explicou nesta terça-feira (29) que vai passar um tempo afastada das redes sociais. "Estou meio sumida aqui dos Stories porque travei a minha coluna ontem e agora estou melhorando um pouco. Então não posso mexer muito no celular, tô com um pouco de torcicolo. Meu médico me proibiu de mexer no celular por dois dias, então daqui a pouco ele vai ver e vou receber uma ligação aqui com ele falando: 'Giovanna, o que você está fazendo?'", disse a artista, que afirmou ter encontrado na web sua identificação profissional.
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Bruno Gagliasso e Giovanna Ewbank não desgrudam do celular em aeroporto (Foto: AgNews) |
MAU USO DE SMARTPHONES CAUSA DOENÇA NA COLUNA
O celular faz parte da vida corrida de hoje em dia. O aparelho vai para baixo e para cima com a gente e muitas vezes é para tela do celular que passamos horas olhando. Mas isso não é nada bom para a saúde.
Se você sente constantes dores de cabeça, um couro cabeludo extremamente sensível ou um incômodo atrás de um olho, a culpa pode estar no uso indevido do smartphone.
Especialistas dizem que são cada vez mais comuns os casos de "text neck" - "pescoço de texto" em tradução livre -, dores na cabeça ligadas a tensões na nuca e no pescoço, causadas pelo tempo inclinado em uma posição indevida para visualizar a tela do celular.
Segundo a fisioterapeuta Priya Dasoju, a "pescoço de texto" também pode levar a dores no braço e no ombro.
"O que estamos vendo são cefaleias cervicogênicas", afirmou. Ela diz que o problema vem de tanto inclinar a cabeça para frente da tela do celular, e isso cria uma pressão intensa nas partes frontais e traseiras do pescoço. Esse problema pode se agravar e, em alguns casos, pode levar a uma condição conhecida como nevralgia occipital.
É uma condição neurológica em que os nervos occipitais – que vão do topo da medula espinhal até o couro cabeludo – ficam inflamados ou lesionados. Ela pode ser confundida com dores de cabeça ou enxaqueca.
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Uso excessivo de smartphones pode causar problemas graves na coluna e no pescoço (Foto: Reprodução) |
"Cerca de 30% dos nossos pacientes que vemos têm nevralgia occipital", disse a osteopata Lola Phillips.
"Você tende a ter esse problema quando usa muito tablets, laptops ou smartphones. Você começa a sentir uma tensão na parte da frente do pescoço e uma fraqueza na parte de trás dele." A dor pode ser intensa, como se o pescoço estivesse "queimando", e começa na base da cabeça, se estendendo por toda a parte superior, no couro cabeludo.
Geralmente, as dores começam na parte de trás da cabeça, no nervo occipital, mas às vezes elas ficam localizadas mais na parte da frente, acima dos olhos.
'Raios de dores'
Adam Clark Estes começou a sentir dores de cabeça alguns meses atrás. Segundo ele, a dor é intensa. "É como se fosse dor de ressaca forte. Você sente a cabeça latejando. É como se alguém tivesse me golpeado na cabeça com um cano de aço quente enviando raios de dores lancinantes no crânio", conta.
Você pode sentir a dor em um dos lados da cabeça ou nos dois, e até atrás dos olhos quando movimenta o pescoço. O conselho para curar o problema é mudar de postura na hora de mexer no celular – e evitar o uso excessivo dele.
Dica pra você
O que nem todo mundo sabe é que uma dica simples pode ajudar a evitar muitos desses problemas. Ao invés de usar o celular com a cabeça inclinada para baixo, experimente levantar o aparelho e deixar na altura dos olhos.
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Leve seu olhar até a tela do smartphone e não o pescoço. Créditos: ilustração/Rodrigo Godoy |
"Quem sofre disso deveria pensar em adotar posturas diferentes quando estiver usando o celular. Sentar na vertical, por exemplo, e levantar o celular ou usar um suporte para ele ficar em uma altura mais adequada", explica a osteopata Lola Phillips. "É preciso ter mais disciplina com o uso do telefone também", reitera.
O tratamento inclui correção de postura, massagem e remédios anti-inflamatórios, mas em alguns casos é preciso tomar medidas mais drásticas. Adam Clark Estes teve que injetar um coquetel de esteroides e outros relaxantes nos nervos ao redor do seu pescoço.
"Dói bastante. Acho que o médico me deu quase 20 injeções separadas e depois delas eu fiquei tão mole que achei que iria desmaiar. Depois de me recuperar, o médico disse que me sentiria melhor em um dia – e melhorou mesmo", conta.
Médicos também podem receitar relaxantes musculares, antidepressivos. Especialistas dizem que a prevenção é a melhor opção. "Tente não manter a mesma postura por muito tempo", disse a fisioterapeuta Priya Dasoju. "Coloque um lembrete no celular ou no computador para se certificar de que você não está na mesma posição por muitos minutos consecutivos."
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Dores no pescoço
Sabemos, então, que é comum o usuário inclinar o pescoço para baixo quando está mexendo no celular. E quem passa o dia enviando mensagens, checando o Facebook e lendo e-mails no aparelho pode estar pressionando demasiadamente a coluna cervical e afetando a postura.
Para você entender, em posição neutra, a cabeça de uma pessoa adulta pesa entre 4,5 kg e 5,4 kg. Quando inclinada para baixo, o pescoço passa a sustentar um peso maior. Segundo um estudo publicado na revista científica Surgical Technology International, a força exercida no pescoço de um adulto quando ele está olhando para baixo, pode chegar a 27 quilos. É como se ele estivesse carregando uma criança de 8 anos em volta do pescoço. Além de dores no pescoço, a posição pode causar dores de cabeça e até hérnia de disco.
Como evitar: eleve o aparelho até que o centro da tela fique na altura dos olhos. Direcione a visão e não o pescoço até o celular.
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Peso exercido na cervical aumenta conforme o ângulo de inclinação da cabeça. Créditos: ilustração/Rodrigo Mantovani |
Dores nas mãos
Os smartphones exigem uso constante das mãos, especialmente ao enviar mensagens de texto e e-mails, ou deslizar as mãos para checar fotos nas redes sociais. Fazer isso constantemente pode causar inflamação das articulações.
Como evitar: procure manusear o aparelho alternando as duas mãos e usar também os indicadores para digitar e rolar o texto em vez de somente os polegares. Tente também ficar um período sem usar o aparelho para dar um descanso para os tendões e as articulações.
Dores no ombro
Segundo o ortopedista Dr. Raphael Marcon, especialista em coluna do HCor, todo o conjunto dos membros superiores acaba afetado pelo uso excessivo. O ombro não foge à regra. “Na verdade, se você força demais uma articulação, a outra acaba tendo que assumir uma postura compensatória que no futuro também vai acabar gerando problemas”, comenta.
Como evitar: procure para manter a postura correta, mais neutra possível, e com os ombros alinhados. O ideal é não usar o aparelho enquanto estiver deitado na cama ou sofá. “Deitado, nem o uso de TV é recomendável”, lembra o ortopedista. Isso porque nessa posição, a pessoa já assume naturalmente uma postura de flexão forçada do pescoço por conta do travesseiro.
Atividades que ajudam a fortalecer a musculatura e exercícios de alongamentos também são indicados. Com o braço esticado, tente trazê-lo todo pra dentro, o máximo possível. Depois faça o mesmo com outro braço. Para alongar a parte posterior, eleve o braço direito, perto da orelha, então, dobre o cotovelo, colocando a mão direita no ombro esquerdo por trás da cabeça. Repita o mesmo com o outro braço.
Dores no punho
Passar muito tempo realizando movimentos repetitivos no celular também pode causar inflamação e dores no punho, que podem inclusive irradiar por toda musculatura próxima.
Como evitar: “É importante ter períodos durante o dia em que você possa ter uma rotina mais saudável, longe do smartphone e incluindo exercícios regulares para compensar esse uso exagerado”, orienta o ortopedista. Um dos alongamentos indicados é estender o punho o máximo com o cotovelo estendido, depois fletir o punho na posição máxima com o cotovelo ainda estendido.
Papada e rugas
Por essa ninguém esperava, mas os especialistas já comprovaram que o uso constante dos smartphones pode favorecer o aparecimento de rugas e papadas. Isso porque a posição inclinada do pescoço faz com que haja uma sobreposição da pele, aumentando as chances de flacidez e aparecimento de rugas na região do pescoço, queixo e parte inferior do rosto.
Como evitar: procure não passar muito tempo com a cabeça inclinada para baixo ao utilizar o smartphone. Adote uma postura mais neutra.
Sono prejudicado
Segundo um estudo da faculdade de Medicina de Harvard, publicado na revista Nature, a luz azul emitida por aparelhos celulares e tablets ativa os neurônios e perturba o sono. Além disso, a pessoa fica com a sensação de estar sempre ligada, o que acaba acarretando em ansiedade.
Como evitar: é preciso mudar os hábitos e manter o celular o mais longe possível da cama, se possível, fora do quarto.
Fonte: Purepeople, Fisioterapia.com, G1, Equilibre-se
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