Por que Kate Middleton deixou o hospital tão rápido após o parto?

Engana-se quem acredita que isso é privilégio por ser princesa



HANNAH MCKAY / REUTERS
Kate Middleton deu à luz o terceiro filho na última segunda-feira (23), em Londres. O menino, ainda sem nome divulgado, nasceu às 11h01 por parto normal. Sete horas depois, em frente ao St. Mary’s Hospital, a duquesa de Cambridge apareceu com seu bebê nos braços, usando sapatos de salto alto e cumprimentando a imprensa e o público.

A velocidade com que Kate voltou ao palácio chamou a atenção das brasileiras. Entretanto, no Reino Unido, não é preciso ser princesa para realizar o feito. Quando não há complicações no parto, seja aristocrata ou plebeia, a mãe é liberada seis horas após o parto.

Os médicos também são coadjuvantes; acionados apenas em casos de emergência, quando intervenções cirúrgicas são realmente necessárias. Já o pré-natal, o parto e o pós-parto das gestações de baixo risco são conduzidos por parteiras, chamadas de midwives.

Segundo Suzan Correa, brasileira que trabalha no NHS (National Health Service britânico), disse ao Estadão, isso é possível pois “quando o sistema é público e universal, é o bem-estar da mulher está em primeiro lugar”. Além disso, existe ainda a garantia de um serviço de atendimento em casa por um profissional de saúde durante 21 dias.

Por aqui, as coisas são diferentes. Uma portaria do Ministério da Saúde diz que o prazo mínimo para liberação após o parto normal sem complicações é de 24 horas. Em caso de cesáreas, o mínimo são 48 horas, mas muitas mulheres acabam ficando por mais tempo no hospital.


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