Governo vê que ida de Luciano Huck ao Faustão foi gesto político da Globo; emissora nega
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| Foto: Adriano Vizzoni - Folhapress |
Não é de hoje que muito se fala da possível candidatura do apresentar Luciano Huck à presidência da República. Com sua participação no "Domingão do Faustão", (7), o assunto voltou às manchetes dos principais veículos da imprensa.
A Folha de S. Paulo, hoje, relata que integrantes do Planalto viram na participação de Huck um movimento da Globo. Aliados de Michel Temer dizem que o fato em si é um gesto político e que seria ingênuo acreditar que a direção da emissora não deu aval à programação.
De acordo com o jornal, a análise é feita sem censura, mas em tom realista. Para os governistas, “do ponto de vista do marketing, a apresentação dele como agente político ali foi muito melhor do que em qualquer programa partidário”.
Com a repercussão do programa, a Rede Globo emitiu uma nota na qual reafirma que quadros da emissora que eventualmente forem disputar a eleição são proibidos de aparecer em sua programação. "A TV Globo reitera que não apoia qualquer candidato e que se limitará a realizar a cobertura jornalística das eleições de 2018, seguindo as regras de seus princípios editoriais”, diz o texto da empresa.
Entretanto, para muitos políticos, os esclarecimentos não convenceram. Auxiliares de Temer apostam, inclusive, que o impacto social da entrevista com Huck será apontado com clareza nas próximas pesquisas de intenção de voto para o Planalto.
Duas frases de efeito usadas por Huck no programa do Faustão foram publicadas nas redes sociais do Agora!, grupo encabeçado por ele: “Não existe salvador da pátria na política” e “Construímos muitos muros e poucas pontes”.
Fonte: Folha de S.Paulo - Painel

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