Novo tratamento contra leucemia atinge 73% de sucesso, indica estudo
Uma descoberta promissora promete esperança aos pacientes com leucemia: uma nova terapia genética conseguiu a remissão desse tipo de câncer em 73% de seus portadores, informou a revista especializada "Nature Medicine", publicada em novembro.
Nessa forma de tratamento, as células que protegem o organismo são retiradas do paciente para serem modificadas em laboratório: a missão é ensiná-las a reconhecer o tumor. Já alteradas geneticamente, essas células voltam para o corpo, agora prontas para o combate.
Os dados são animadores porque o tratamento conseguiu resultados mesmo entre aqueles que já tinha passado, sem sucesso, por outros métodos de terapia genética.
A nova terapia modifica as células de defesa do tipo T. A novidade do tratamento é que elas são preparadas para atacar especificamente o antígeno CD 22, presente nas células cancerígenas.
Um antígeno é a parte doente das células que desperta a reação do sistema imunológico. Nas terapias genéticas testadas até agora, os cientistas tentavam a destruição do antígeno CD 19. O problema é que essa estrutura se perde naturalmente ao longo do tempo.
Como o CD 22 se mantém no organismo, o novo tratamento mirou essa estrutura em 21 crianças e adultos. O resultado é que 73% dos pacientes viram o tumor desaparecer, incluindo cinco pacientes que já haviam passado por testes que atacavam o CD 19.
Os cientistas chamam a atenção para o fato de que a doença só voltou nos pacientes em cujo tumor havia baixa densidade do CD 22. A conclusão indica a necessidade de grande concentração dessa estrutura para que a nova terapia tenha sucesso.
Veja os 10 cânceres mais comuns em homens e mulheres
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Reprodução Internet |
1) Câncer de pele
O câncer de pele é o mais comum entre todos os cânceres. De acordo com o Inca (Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva), a estimativa é que sejam diagnosticados 175.760 casos novos a cada ano no Brasil, sendo 80.850 em homens e 94.910 em mulheres. O valor corresponde a 29% do total estimado de novos casos de câncer em 2016, que é de 596.070 casos.
2) Câncer de mama
Cerca de 57.960 mulheres irão descobrir em 2016 que têm câncer de mama, de acordo com o Inca. O sintoma mais comum é o aparecimento de um caroço no seio. A detecção precoce aumenta as chances de cura, por isso é importante fazer o autoexame, apalpando as mamas, e não deixando de fazer o exame de mamografia.
3) Câncer do cólon e do reto
O câncer colorretal abrange os tumores que acometem um segmento do intestino grosso (o cólon) e o reto. Se detectado precocemente, a doença é tratável e, na maioria dos casos, curável, segundo o Inca. Grande parte dos tumores deste câncer se inicia a partir de pólipos, lesões benignas que podem crescer na parede interna do intestino grosso. Uma maneira de prevenir o aparecimento dos tumores seria a detecção e a remoção dos pólipos antes de eles se tornarem malignos. O Inca estima 17.620 novos casos em mulheres em 2016.
4) Câncer de colo do útero
O Inca estima que 16.340 mulheres terão o câncer de colo do útero em 2016. A doença é causada pela infecção do Papilomavírus Humano, o HPV. A infecção por este vírus é frequente e não causa doença na maioria das vezes. Porém, em alguns casos, pode acontecer uma alteração celular e a evolução para o câncer. Essas mudanças das células são descobertas facilmente no exame preventivo (conhecido também como papanicolaou), e podem ser curadas.
5) Câncer de pulmão
Em 90% dos casos diagnosticados, o câncer de pulmão está associado ao consumo de derivados de tabaco. No Brasil, 10.890 mulheres terão o câncer ainda em 2016, de acordo com o Inca.Os sintomas da doença dependem da localização do tumor no órgão, mas o paciente pode ter tosse seca, falta de ar, dor torácica, pneumonia e presença de sangue ao tossir.
6) Câncer de estômago
O câncer de estômago tem como fatores de risco o fumo e uma dieta com muitos alimentos processados ou excesso de sal. De acordo com o Inca, cerca de 65% dos pacientes diagnosticados com câncer de estômago têm mais de 50 anos. Em 2016, 7.600 mulheres devem ser diagnosticadas com a doença, segundo o Inca. Nos primeiros estágios do câncer no estômago o paciente pode não ter sintomas, mas o seu avanço causa sensação de inchaço depois de comer, náuseas, azia e indigestão.
7) Câncer de corpo do útero
O câncer do corpo do útero é o 7º mais comum entre as mulheres, e a estimativa é que 6.950 novas pacientes sejam diagnosticadas em 2016. A doença afeta a mucosa que reveste o corpo do útero internamente. O câncer do corpo do útero quase não apresenta sintomas em sua fase precoce. Os primeiros sinais são sangramentos anormais ou corrimento vaginal com cheiro ruim.
8) Câncer de ovário
De acordo como Inca, o câncer de ovário é o tumor ginecológico mais difícil de ser diagnosticado e o de menor chance de cura. Infelizmente, cerca de três quartos dos casos são detectados em estágio avançado, dificultando o tratamento. O instituto estima que 6.150 mulheres terão o câncer em 2016.
9) Câncer de tireóide
Em 2016, o Inca prevê 5.870 novos casos em mulheres. A glândula tireoide está localizada na parte da frente do pescoço, logo abaixo da laringe (cordas vocais), e produz os hormônios que regulam o metabolismo. O câncer da tireoide pode ser considerado o mais comum da região da cabeça e pescoço e é três vezes mais frequente no sexo feminino, segundo o Inca.
10) Linfomas não-Hodgkin
Os linfomas não-Hodgkin incluem mais de 20 tipos diferentes. O número de casos praticamente duplicou nos últimos 25 anos, particularmente entre pessoas acima de 60 anos, de acordo com o Inca. Cerca de 5.030 mulheres terão este câncer em 2016, segundo o instituto. Os poucos conhecidos fatores de risco para o desenvolvimento são pessoas com deficiência de imunidade, em consequência de doenças genéticas hereditárias, uso de drogas imunossupressoras e infecção pelo HIV e aquelas que sofreram exposição a certos agentes químicos, incluindo pesticidas, solventes e fertilizantes.
Fonte: UOL
Fonte: UOL
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