Placebo cura coração partido

Em um teste, lembrar o fim de um relacionamento foi menos doloroso para quem estava sob efeito de um "spray mágico" – que na verdade não tinha medicação


FotografiaBasica/iStock
Placebo é bom para tudo. Até para essa barra que é gostar de você. É o que comprova uma pesquisa liderada pela psicóloga norte-americana Leonie Koban, da Universidade do Colorado.

Em termos técnicos, o teste ousado foi descrito assim: “nós usamos ressonância magnética em seres humanos para examinar o efeito placebo em uma experiência de vida particularmente impactante, a dor social induzida por rejeição romântica recente”. Chique, não?

Em bom português, o que Koban queria era ver se dá para enganar a cabeça de quem levou um belíssimo pé na bunda nos últimos seis meses – e fazer esses fiéis ouvintes de Pablo do Arrocha pensarem que a vida solteira, afinal, não é tão ruim assim.

O golpe foi baixo: um grupo de voluntários recém-largados foi divido ao meio. Todos eles receberam um spray de solução salina nas narinas – uma substância inócua, típica da mochila de quem sofre de rinite alérgica e tem o nariz entupido. A metade que se deu bem foi informada que o líquido tinha propriedades terapêuticas e seria capaz de diminuir o sofrimento. Já a metade fadada à tristeza, que serviu de grupo de controle, ouviu que aquele era só um procedimento padrão antes do exame.



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